Eu quero sentir o peso do cansaço ao fim do dia.
Quero poder dançar, beijar, abraçar, amar, estudar, trabalhar, viver.
Acordar todos os dias pela manhã e poder fazer algo de bom.
Quero ser diferente da maioria, porque, afinal, fazer a diferença é para poucos.
Quero aprender a amar direito e ensinar as pessoas a… amar.
Quero o eterno devir.
Quero poder sair, me esquivar, me ver livre.
Quero usar meus olhos para enxergar, minhas mãos para trabalhar, meus pés para me mover.
Quero uma vida repleta, quero viver com sentido.

A paisagem de fora, a vemos com os olhos de dentro. A paisagem é um estado de alma. Na realidade, o que vemos está em nós. Não vemos o que vemos, vemos o que somos.
Todas as imagens que tenho
Foram todas banhadas em preto,
Tatuando tudo.
E pensamentos confusos giram ao redor de minha cabeça
Estou girando, oh, estou girando
Todo o amor tornou-se mal
Transformou meu mundo em escuridão
Tatuando tudo que vejo, tudo o que sou, tudo o que sempre serei…
..E eu encerro o ano assim, me sentindo privilegiado. Acreditando que o mundo é um lindo lugar a se viver e a se aprender.. A crescer.
Encerro o ano em paz com a minha família, fazendo o curso que sempre quis, numa das melhores universidades do país.
Conquistando o respeito dos meus pais, que já me enxergam como uma pessoa adulta e capaz.
Encerro o ano acreditando que foi um ano de inúmeras conquistas.
Fiz grandes amizades, conheci pessoas incríveis.
Li bons livros, ouvi boas músicas, frequentei bons lugares, fui a bons shows.
Me sinto melhor, mais forte, mais preparado.
Obrigado Deus, por esse ano de tanto aprendizado e tanto crescimento.
Obrigado mãe, obrigado pai, obrigado a todos meus amigos.

E meus vícios me apontam para uma exigência insaciável e suicida de uma vida mais elevada, mais rápida, mais plena, mais espaçosa, mais solta, mais selvagem, mais desconhecida.
Não admira que, sob a pressão de todas possibilidades de sofrimento, os homens se tenham acostumado a moderar suas reivindicações de felicidade - tal como, na verdade, o próprio princípio do prazer, sob a influência do mundo externo, se transformou no mais modesto princípio da realidade -, que um homem pense ser ele próprio feliz, simplesmente porque escapou da infelicidade ou sobreviveu ao sofrimento, e que, em geral, a tarefa de evitar o sofrimento coloque a de obter prazer em segundo plano.
Sigmund Freud, O Mal-Estar na Civilização

Só há uma atitude que parece alcançar algum resultado: voltar-se para as trevas que se aproximam, sem nenhum preconceito e com a maior sutileza, e tentar descobrir qual o seu objetivo secreto e o que vêm solicitar o indivíduo. O propósito secreto destas trevas que se avizinham geralmente é tão invulgar, tão especial e inesperado que, via de regra, só se consegue percebê-lo por meio dos sonhos e das fantasias que brotam do inconsciente. Algumas vezes aparece uma série de dolorosas constatações do que existe de errado em nós e em nossas atitudes conscientes. Temos então que dar início a este processo engolindo toda a sorte de verdades amargas.
Carl G. Jung
